Saudade é algo que carregamos conosco. Algumas temos de carregá-las sem opções de escolha. Algumas escolhemos tê-las. Saudade é algo que dói. Muitas vezes nós temos os nossos remédios mas nos negamos a tomá-los pelos motivos mais triviais possíveis: Orgulho, medo, desconfiança... Mas será que vale a pela? Vale mesmo a pena carregar consigo uma dor sem livrar-se dela de uma vez? Ou será que o melhor é jogar tudo para o alto, acreditar em quem se ama, em que te ama e ver que a verdade existe e não é um bicho de 7 cabeças. Umas 4 ou 5 talvez, mas ainda assim. Na vida nem tudo é fácil, e um bicho que quatro cabeças não é nada em relação aos monstros de uma cabeça só com os quais lhe damos todos os dias. O que nos resta é saber acreditar no amor e nas causas impossíveis, perdoar quando se tem o que perdoar, quebrar um pouco mais a barreira do orgulho, desembaçar as lentes dos seus óculos que ficaram manchadas com o vapor causado pelo calor de um momento e perceber quem te ama de verdade. Quem também sente saudades e daria uma vida para matá-la.
12 de setembro de 2010
9 de agosto de 2010
Hoje
8 de agosto de 2010
O dia do Ato que tinha tudo pra dar certo
Dia desses em João Pessoa, na Parahyba, estudantes de comunicação de todo o país se reuniram para protestar contra a alienação da grande mídia que criminaliza o pobre, privando a voz daqueles que gritam por uma vida melhor.
O que mais questionamos no ato, gritamos nos carros de som era a humilhante condição em que nos impõem quando soltamos nossa voz para dizer o que pensamos. Somos tachados de vândalos por dizer o que pensa. Peguei essa luta com os braços e fui até o fim. Não sou vândalo, sou um brasileiro, um cidadão que vive num país livre e pode falar o que pensa. Mas soltei quando vi que eu estava andando com vândalos de verdade. Confesso. Foi vergonhoso para mim ver os prédios públicos do meu estado, aquele que eu pago os impostos por ele serem PICHADOS. São atos como esses que dão aos grandes a chance e a razão para dizer que somos vândalos.
O que ganhamos destruindo aquilo que pagamos para ter? Se eles roubam do nosso dinheiro ainda constroem e reformam. É NOSSO DINHEIRO que vai pagar as tintas que vão cobrir aquela palhaçada!!
E as árvores? O que elas fizeram? Talvez elas pensem tanto como quem as pichou. Ou foram alvo de inveja por pensarem mais.
O que mais questionamos no ato, gritamos nos carros de som era a humilhante condição em que nos impõem quando soltamos nossa voz para dizer o que pensamos. Somos tachados de vândalos por dizer o que pensa. Peguei essa luta com os braços e fui até o fim. Não sou vândalo, sou um brasileiro, um cidadão que vive num país livre e pode falar o que pensa. Mas soltei quando vi que eu estava andando com vândalos de verdade. Confesso. Foi vergonhoso para mim ver os prédios públicos do meu estado, aquele que eu pago os impostos por ele serem PICHADOS. São atos como esses que dão aos grandes a chance e a razão para dizer que somos vândalos.
O que ganhamos destruindo aquilo que pagamos para ter? Se eles roubam do nosso dinheiro ainda constroem e reformam. É NOSSO DINHEIRO que vai pagar as tintas que vão cobrir aquela palhaçada!!
E as árvores? O que elas fizeram? Talvez elas pensem tanto como quem as pichou. Ou foram alvo de inveja por pensarem mais.
15 de julho de 2010
Tormento
Não me procure mais. Por favor, eu te peço. Eu já esqueci você. Tá. Você e eu sabemos que é mentira, que não te esqueci. Mas estou tentando. Contra minha vontade eu estou tentando. Facilita pra mim, então? Você já foi pro outro lado do estado, ultrapassando, até, essa fronteira. Eu quero seguir em frente, então pare! Pare de ficar me visitando a noite. Pare de me fazer sorrir nos sonhos. Pare. Eu estou tentando fazer o que você pediu. Estou te deixando em paz. Mas por favor. Não invada mais o meu sono. Não aguento sonhar com você e acordar sozinho. Então pare com esse joguinho. Ou volta pra mim no mundo real ou não me visite mais em sonhos.
2 de julho de 2010
Brasileirismo
Não tirei minha camisa. Não quebrei o mastro da bandeira. Meu rosto ainda está pintado de verde e amarelo. Perdemos esse jogo? Sim. E de virada! Mas e daí? Não podemos dizer que não tentamos. Todos desacreditavam em Dunga mesmo! Fomos felizes até agora e Dunga veio surpreendendo cada vez mais. Mas e daí? A seleção foi linda o jogo todo. Você deixa de amar seu namorado no dia seguinte em que rompeu o relacionamento? E olha que digo isso por experiência própria. Quem sabe foi o fim que deu azar. Como fiz no Twitter “Não deixo de ser Brasileiro! Parabéns pela campanha até agora. Mesmo com essa derrota final. Dê um RT se ainda ama seu País.”
Então... Até 2014 Brasil! E Parabéns por ter chegado até aqui!
30 de junho de 2010
Só
Rasgar suas fotos deixou meu álbum meio vazio.
Rasgar suas cartas deixou meu mural totalmente vazio.
Isso me mostra o quanto do eu era você.
Agora só resta regenerar.
28 de junho de 2010
Sorte do Dia
Depois uma noite em claro você vai sair na chuva com um guarda chuva quebrado, atravessar um mar de lama e sem almoçar, pois está atrasado para encontrar seus amigos, que não apareceram. Vai andar por várias lojas e não vai encontrar um presente que agrade a sua mãe. Vai sentar ao lado de um monte de fezes humanas e esperar um ônibus lotado para novamente atravessar o mar de lama, antes tendo passado na padaria mais próxima para comprar salgados com gosto de vômito. Seu time dará uma goleada de 3x0 e não será eliminado do Mundial.
Cores: Verde, Amarelo e Azul.
E pior que foi tudo assim.
8 de junho de 2010
Lady GaGa causa polêmica em "Alejandro"
Saiu! Finalmente depois de tanta espera saiu o vídeo clipe da música “Alejandro” da mais próxima de tornar-se a nova Rainha do Pop! Aceito as pedras com vigor.Em um clima gótico, as cenas fortes desse clipe só poderiam causar polêmica. Lady GaGa que a cada vídeo clipe que surge parece ficar com cada vez menos juízo, decidiu fazer uma linha totalmente diferente dos demais clipes. Ou não? Oposto de “Bad Romance”, cujo clipe era totalmente branco, “Alejandro” veio em um clima mais dark, onde o preto denomina o cenário e o figurino durante os mais de oito minutos de exibição.
Tudo começa com homens másculos, mas vestidos com meia arrastão e salto alto, seguido de um enterro. Num clima triste, a cantora parece fazer sua ultima homenagem ao amado dentro do caixão. GaGa já havia citado em outras fontes que no clipe, tentaria ficar com um amigo gay, mas este seria totalmente fiel ao namorado, fazendo assim uma homenagem aos adorados da diva. Não percebi isso. O que percebi foi ela literalmente comendo um cara em cima da cama! Mas a homenagem ao sofrimento dos gays ela fez. E para este eu bati palmas, confesso!
Percebi que o preto dominante no vídeo é um sinal de luto aos tantos que morreram ou foram espancados. Sem deixar de dar aquela agulhada básica na Igreja Católica, só para causar a polêmica natural da GaGa. Vestida de freira, ela interpreta aquela que morre em agonia vendo a ironia da igreja que tanto condena os homossexuais, mas que tem padres pedófilos atacando meninos e meninas por aí. Em certo momento do clipe, cenas de guerra são exibidas em fusão com a cantora cantando em frente a uma cruz de ferro e ao mesmo tempo, a freira deitada em uma cama coberta com seda preta.
Um tanto confuso para alguns, chocante para muitos e surpreendente para todos, nota-se certa influência em outros clipes quando saem metralhadoras de seus seios, o que me lembrou um clipe da Madonna que não sei bem qual é em que a rainha original é rodeada de homens com seios parecidos. Não armas, mas cones também pretos.
Além do corte de cabelo dos homens que a rodeiam, que também são bem parecidos pelo o que me lembro. Senti uma sobriedade digna de cantoras que há muito se sustentam no mundo da música e um clima meio anos 80 com o cabelo curtinho e o figurino em que ela dança em certo momento. Em resumo, posso dizer que gostei muito do clipe e continuo me surpreendendo. Esperemos então que o Lupus (doença congênita e incurável que GaGa tem) não acabe com sua carreira.
26 de maio de 2010
Sexta edição do "Repórter Junino" tem festa de lançamento ao som do autêntico forró pé-de-serra
Na ultima terça-feira (26) foi lançado no salão do SESC centro Campina Grande, o site “Repórter Junino – A notícia no ritmo do São João”, um projeto do Curso de Comunicação Social da UEPb que além de manter os turistas que vem a cidade para os festejos juninos bem informados, oferece aos estudantes do curso, uma excelente oportunidade de porem em prática o que vêem na sala de aula.
Imagem: Divulgação O evento contou com a participação de alunos do curso, além do pró-reitor de planejamento da UEPb, professor Antônio Rangel, o representante da pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, professor Luiz Custódio, o coordenador do Curso de Comunicação Social, professor Luiz Aguiar entre outras autoridades. A parte cultural do evento ficou por conta da apresentação da quadrilha “Moleka 100 Vergonha” e do cantor e poeta campinense Amazan, que cantou o forró pé-de-derra tradicional enquanto era servido um café da manhã com comidas típicas juninas para os presentes no evento.
A novidade do site este ano, é a implantação da “Tv Junina” que soma ao site, reportagens áudio-visuais, também dobre o São João da cidade, aumentando ainda mais o campo de aprendizagem dos estudantes de jornalismo.
Tanto as matérias em texto quanto as em vídeo estão disponíveis no site "Repórter Junino", que é o http://www.reporterjunino.com.br/
6 de maio de 2010
A Grande Chance
Estáva-mos eu e uma grande amiga minha passando em uma praça conhecida mais pelos seus furtos que pelas suas esculturas e seu famoso cinema fechado. Meu celular toca e tenho medo de atender devido a fama da praça. Mas vi algo que não gostaria de ver novamente. A primeira vista, uma mulher segurava um menino mais novo, de roupas sujas e rasgadas pela gola de sua camisa encardida, e com toda a força que podia batia em sua cabeça. Ao seu lado, um rapaz, seu marido, namorado ou amigo, não sei, pisava fortemente na cabeça de um outro menino que estava imóvel no chão. Chutava-lhe o rosto, esmurrava-lhe as costelas enquanto uma rodinha de curiosos se formava ao seu redor. Uns apavorados outros orgulhosos. “Esses infelizes ficam assaltando por aí, só presta assim”.
Não gosto de ver essas coisas, tenho cá meus ataques e por medo e/ou precaução preferi desviar meu caminho e me afastar. Como ia almoçar, tive que dar a volta e passar mais uma vez ao lado do que acontecia. Desta vez o tal que batia no garoto não estava mais lá, foi como se em poucos segundos ele desaparecesse e desse lugar a uma multidão de curiosos para ver o que acontecia. Via um policial e ao olhar para o garoto no chão e o reconheci. Este, ano passado veio me pedir um trocado. Eu estava sozinho e ele tentava me intimidar falando com raiva e com gírias. O que eu fiz foi conversar com ele. Conversamos sobre sua família, sobre seus estudos, seus sonhos e esperanças, mesmo que todos os itens citados sejam apenas uma fantasia nossa.
Ao ver aquele menino ensaguentado na calçada, com pessoas e mais pessoas ao eu redor observando-o como quem olha um macaquinho enjaulado num zoológico me perguntei se aquilo era realmente preciso. Ele talvez tenha tentado assaltar aquele cara como ele pretendia me assaltar da outra vez. Mas precisava realmente toda aquela violência? Da outra vez uma conversa de “igual para igual” me livrou de um assalto e ainda me rendeu um monte de moedas que pagaram minha passagem de volta.
Passei o restante do dia triste, desolado, me sentindo um covarde, culpado por ter desviado meu caminho e não ter podido fazer nada naquela hora. Uma sensação de impotência tomava conta de mim. Mas eu realmente não poderia fazer nada naquela hora. Tantas coisas acontecem no mundo e nada podemos fazer.
À noite me perguntei se aquele menino estaria ali por opção. Tolo. Ele com certeza não
escolheria isso para a sua vida. O que lhe faltou foi a oportunidade que eu, que você amável leitor, tivemos. Se eu não tivesse tido a oportunidade, a grande chance, poderia ser eu a estar sendo espancado naquela calçada. O mundo gira fora de nosso controle, mas nas coisas acontecem por cima deste solo nós podemos interferir. Você é do tipo que bateria ou conversaria com o garoto de rua?
escolheria isso para a sua vida. O que lhe faltou foi a oportunidade que eu, que você amável leitor, tivemos. Se eu não tivesse tido a oportunidade, a grande chance, poderia ser eu a estar sendo espancado naquela calçada. O mundo gira fora de nosso controle, mas nas coisas acontecem por cima deste solo nós podemos interferir. Você é do tipo que bateria ou conversaria com o garoto de rua?
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