30 de março de 2012
A liberdade
A liberdade é uma coisa engraçada. É verdade! Sua graça está no ponto em que se vê. O que é liberdade para uns, pro outro é uma prisão perpétua. Acho que entendi o que Clarisse quis dizer com "Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome". É que olhando de onde estou agora, a liberdade não existe. Livrar-se de uma coisa é prender-se a outra. Deve ser esse o sentido da vida; procurar essa outra coisa que não tem nome.
22 de março de 2012
Me apaixonei por um amigo! E agora?
Calma! Nem fui eu quem se apaixonou! Ultimamente eu não tenho conseguido me apaixonar nem pela mais romântica e atenciosa das almas que aparecem na minha vida. Isso é um problema. É. Mas isso eu me resolvo, vamos falar do que interessa.
Nesse post, que está bem técnico, se comparado aos demais, vou dar algumas dicas para que você não sofra (tanto) e, principalmente para que sua amizade não tenha um triste fim.
1º Antes de tudo, para e pergunte a si mesmo se essas amizade de vocês sempre foi deveras amizade ou se você só se aproximou de seu amiguinho por estar interessado nele. A verdade é que essa ideia de ficar amiguinho pra tentar conquistar alguém, raramente dá certo. Na verdade, tudo pode é piorar. O texto que eu escreveria aqui agora sobre como isso pioraria as coisas, vem na
2º Aconteceu? Vocês eram realmente amigos e você se apaixonou depois? Hm... Então chegou a hora de prestar atenção. É preciso ver se é de fato uma paixão avassaladora, ou se você não está misturando todo o carinho, cumplicidade e confiança de uma amizade com o rostinho bonito
3º "Contei. E agora?" Bom... Você já passou pelo frio na barriga, já derramou litros de suor da sua mão, ficou zonzo de ver o "coleguinha está digitando"
4º "Ele me correspondeu!" Então, coleguinha! Boa sorte, viu? Parabéns, agora vocês serão felizes! Só façam de tudo para que um dia, se isso acabar,
7 de março de 2012
Sobre a mulher e o seu dia
Eu pensei em compartilhar rosas, mas já se foi o tempo em que todas as mulheres gostavam de rosas. Hoje a mulher tem força de vontade o bastante pra não gostar de rosas se não quiser. Então, para vocês mulheres, deixo aqui toda a minha atenção neste dia especial, o dia da mulher. Não que este dia deva ser o único dia de vocês, mas hoje, até comercialmente falando, mesmo, ele representa todos os outros dias de luta, sofrimento e rebaixo social que vocês viveram ao longo da história.
Um grande beijo para as mulheres, para as mulheres que gostam de mulheres, para as mulheres que gostam apenas de si mesmas, para todas as mulheres!
Feliz dia Internacional da Mulher!
26 de fevereiro de 2012
Espera
Ela se arrumou toda para ele. Passou batom e colocou o seu mais bonito vestido. Costurou as meias para que pudesse usá-las e fez touca no cabelo o dia todo. Pediu o rouge emprestado na vizinha e passou as últimas gotas de seu perfume importado.
Ela o esperou. Sentada por um tempo, andando de um lado para outro, por dois. Pensou em mandar um bilhete, mas não chegaria a tempo, e já estava escuro, não havia nenhum moleque de recado na rua.
Então, cansada, depois que seu vestido amassou, seu perfume evaporou e a maquiagem precisava ser retocada pelo tempo, ela lavou o seu rosto para que a água da bacia disfarçasse suas lágrimas perante o espelho da cabeceira. Então ela deitou e dormiu.
23 de fevereiro de 2012
O maior espetáculo da Terra
O maior espetáculo da terra não consiste em penas coloridas e gigantes alegorias para serem vistas. O maior espetáculo da terra é roda de maracatu, é chão cheio de confete e serpentina flutuando no ar. São velhas marchinhas que aceleram o coração e o sorriso do seu amigo que te vê sob efeito do álcool. É subir ladeiras sob o sol escaldante e se molhar com água mineral, se refrescando com cerveja gelada. É não ligar para a temperatura altíssima do vinho e não ter medo de ser feliz. O maior espetáculo da terra, se é para falar de carnaval, é ser feliz com pouco e estar com quem vale muito.
20 de fevereiro de 2012
Soneto de 7 notas
Tenho do. De medo, pareço andar de re, mas é uma coisa que pulsa dentro de mi e de mais ninguém. Oro para fortalecer a minha fa. Aqui não tem sol, então fujo para la, onde eu posso voltar a si.
31 de janeiro de 2012
Diálogo Idiota (mas lindo).
-Vem cá. Chega mais perto. Quero ver seu rosto. Tocar. Sentir seu cheiro. Não vou beijá-lo, não se preocupe.
(Você me beija)
(Dois segundos de silêncio)
-Eu te amo.
25 de janeiro de 2012
Pés no chão
-É que em 70% dos casos eu não tenho contato com meus ex-namorados
-Então nunca namoraremos. Está decidido!
-?
-É que tenho plena consciência que não será para sempre. E não quero deixar de ter você por perto.
-Então nunca namoraremos. Está decidido!
-?
-É que tenho plena consciência que não será para sempre. E não quero deixar de ter você por perto.
24 de janeiro de 2012
20 de janeiro de 2012
Serviço de Futilidade Pública
Notícias sérias e de utilidade pública. É com esse intuito que eu ligo a Tv, por volta do meio dia para assistir o tele-jornal local. Mas a vergonha alheia tomou conta de mim, quando, mais do que as barreiras técnicas, que são muitas, a equipe jornalística ultrapassou todos os limites de bom senso e alienação do público. Sem querer mencionar o péssimo gosto para o figurino da apresentadora, vou, então, descrever o que acabo de ver.
Esquecendo que o estúdio não tem a mínima condição acústica de receber instrumentos de percussão, como a bateria, o jornal decidiu apresentar uma banda que, segundo foi dito, “representa a cultura local, em um aquecimento do São João”. Uma banda de forró, que – momento para opinião própria, e sem nenhum embasamento científico – decaiu do forró pé-de-serra para um “forró estilizado”. Nada contra assumir que tal estilo, infelizmente, faz parte da nova geração de MPB (em outro post eu explico isso), mas a partir disso, num momento sério, em um horário de almoço, eu ser obrigado a ouvir um forró com letras pornográficas, e tendo que aceitar isso como pauta para um telejornal, que já tem diversas limitações, é um pouco demais, né?
Sem querer parecer o que não sou, não me cabe nenhum título de crítico musical, mas “beija no dedinho, peitinho, perninha, bundinha” não é nada do que qualquer pessoa espera ou quer ouvir em um telejornal de tamanha importância local, como é o JPB.
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